sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
LEOPOLDINA
_Creio que não é difícil seduzir através da televisão uma criança, que, na sua ingenuidade, ainda não distingue a verdade da mentira. _Ora se para um adulto é difícil fugir às artimanhas da publicidade, quando lhe são apresentadas as soluções para os seus desejos, para uma criança é ainda mais fácil sonhar e acreditar.
_O Natal é um jackpot de emoções para as crianças se tivermos em conta toda a publicidade televisiva que lhes é dirigida. Todos os brinquedos que desejaram ou que ainda não sabiam existir aparecem na sua televisão, no intervalo dos desenhos-animados, chamando-lhes a atenção e parecendo tão fáceis de adquirir.
_Lembro-me perfeitamente de escrever as minhas cartas ao Pai Natal com os olhos postos na televisão, escrevendo nomes intermináveis de brinquedos, só lembrados pelo desenfreado estímulo ao consumo transmitido pela televisão, sem pensar no que mais poderia ser o Natal, para além daquilo. Alguém um dia me fez ver que o importante do Natal não é isso, mas é preocupante ver que há actualmente muitas crianças como eu fui que não têm esse discernimento.
_É por fugir um pouco a este estímulo “sem piedade” que admiro a publicidade da Leopoldina. Analisando-a, verifico a sua estratégia subtil de mostrar à criança o mundo encantado dos seus sonhos através de pequenas histórias bem organizadas, conseguindo deixar passar uma mensagem bem clara “Este mundo está mesmo à mão, nas prateleiras do Continente”.
_O anúncio sabe prender as crianças, é criativo, a música, por há anos ser a mesma, já está bem interiorizada e todo o jogo de sons, cores e movimentos, aliados à personagem Leopoldina, tão conhecida, levam as crianças e os pais a entender bem a mensagem.
_Oiçam até fartar... Depois, juntem-se ao clube!
ANA SOFIA SERRENHO
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1 comentário:
É bem verdade!
Aquela avestruzinha é um estímulo para miúdos e graúdos...quase todos os pais tentam satisfazer este ou aquele desejo natalício aos seus pequenotes.
Por vezes exageram um pouco esquecendo-se de transmitir valores muito mais importantes na criação de uma personalidade do que o simples consumismo.
Mas ao fim ao cabo todos gostamos de receber este ou aquele presente que tanto queríamos, o problema é quando se tenta compensar o tempo que passamos longe com "brinquedos, reis, princesas, dragões e heróis de banda desenhada".
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