segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Budapeste



Budapeste, linda cidade e capital da Hungria, surgiu da união de 3 cidades: Buda, Ôbuda e Peste. Actualmente está dividida em duas partes distintas, separadas pelo Danúbio, Peste, parte mais comercial e mais recente, onde se encontra o deslumbrante Parlamento Húngaro (que é visivel na foto) e Buda, zona mais histórica e montanhosa, cheia de cantos e recantos dignos de histórias fantásticas!
A cidade é famosa pelas suas termas, verdadeiros oásis para libertar o stress do dia-a-dia!
Recomenda-se vivamente!!!!!


Obrigada pela experiência que me proporcionaram!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Universo Segredou-me ao Ouvido



O Universo segredou-me ao ouvido e eu devendei-o de olhos fechados.....
Ouvi a história de uma centupeia que caminhava sem rumo, com cem pés apressados e desnorteados, cada qual com seu caminho. Cem pés tão apressados, que não saíam do mesmo sítio. Cem pés tão apressados, que nenhum trunfo erguiam. Cem pés tão apressados, que de cansaço caíam!


O Universo segredou-me ao ouvido e eu desvendei-o de olhos fechados.....
Vi cidades em chamas, negras de carvão, com gente a caminhar sem sorrir. Gente que se resignava ao acre paladar da rotina. Gente que caminhava de olhos no chão, com medo de perder o caminho, com medo de olhar o sol, com medo de descobrir satisfação!


O Universo segredou-me ao ouvido e eu desvendei-o de olhos fechados.....
Cheirei flores que murchavam ao amanhecer. Flores que saltitavam e dançavam quando a lua lhes piscava o olho. Flores que de nós se queriam esconder!

O Universo segredou-me ao ouvido...e eu, levitando sem pesar, senti-me a sonhar!


ANA SOFIA SERRENHO

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Brincador




«Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.Quero brincar de manhã à noite, seja no que for.Quando for grande, quero ser um brincador.Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador...A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”. Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: “Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.»


José Álvaro Magalhães

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Many people will walk in and out of your life, but only true friends will leave footprints in your heart!

This is a really awesome story...... begins from here and ends below..... Slowly scroll downwards and enjoy it!



HUMAN BEINGS ARE SUCH SMALL CREATURES, AREN'T THEY? SO DON'T BE TOO WORRIED ABOUT EVERYTHING, TREASURE EVERY MOMENT, DO WHAT YOU WISH TO DO..... BROADEN YOUR VIEW, BROADEN YOUR MIND, DON'T WORRY TOO MUCH ABOUT THINGS THAT ARE BOTHERING YOU, DO TREASURE YOUR LOVED ONES, LIVE SAFELY AND PEACEFULLY, ALWAYS BE HAPPY TO WELCOME THE COMING OF THE NEW DAY....... ENJOY THE SUNSHINE .. ALWAYS LOOK AT THE BRIGHTER SIDE OF THINGS....."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

http://tuist.ist.utl.pt/sentir/cancioneiro.php?musica_id=2



Na escuridão em segredo
eu canto o meu medo
não mais te abraçar,
dessa paixão a lembrança
numa vaga esperança
voltar-te a beijar

Noites sem nunca acabar, e de saudade chorar...


Se nessas noites ao vento
o Luar, qual lamento
trouxer os teus olhos,
sei que serás para mim
a noite sem fim
com que sonho acordado,
e então...
Embalado, nas ondas do mar
que me viram chorar
canto, pois agora sei
não mais chorarei enquanto houver... Noites de luar!!!


Por entre um sonho qualquer
se algum dia eu souber
no Luar te encontrar
guardo no peito a razão,
toda a minha ilusão
viver p'ra te amar

Noites sem nunca acabar, e de saudade chorar...


Titulo: Noites de Luar
Letra: Mário Fernandes
Musica: Jorge Semião


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mudez


__Num dia em que o céu estava cinzento e a calçada molhada, ouvi ao longe o som de um piano. Quis tê-lo mais perto, tocava no mais íntimo de mim, queria abraçar aquele som. Uma carroça apressada passou por mim, cobrindo-me de lama e água, mas aquele gesto passou-me ao lado, eu estava presa ao som do piano que tocava para mim. O som vinha de longe, da casa da montanha. depois da rua sombria que percorria. Apressei os meus pés e senti o cheiro ao fumo que vinha da chaminé daquela casinha de pedra, que tinha um piano que, lá dentro, alguém tocava.

__Aproximei-me e olhei pela janela. Como estava frio na rua. A janela estava embaciada. Podia ver o lume na lareira e o chocolate quente que alguém gentilmente lá colocara. Só do que via, já me sentia mais quente. Um rapaz tocava aquela mesma melodia que me estasiara. Era o Miguel, o mudo! Como é que alguém que a sociedade rejeita pode desta maneira tocar nos nossos corações?

__Ao ver-me, Miguel abriu a porta e, com palavras que os olhos evocam, mandou-me sentar. Ali fiquei a ouvi-lo, de lágrimas a rolarem-me pelas faces. Quem disse que os mudos não falam? Quando o Miguel terminou, decidi contar-lhe histórias, como se de uma criança se tratasse. Ele viveu-as como ninguém e disse-me isso mesmo, num olhar ternurento.

__Voltei para casa contrariada, não queria perder por nada os momentos ali vividos. Ficou a promessa de o voltar a visitar. Um dia ensinar-lhe-ei a arte de escrever!...

ANA SOFIA SERRENHO