terça-feira, 25 de novembro de 2008

História com Pedras


__Colhi uma pedra e nela cheirei o mar. A história desta pedra estava marcada nas faces polidas pelas ondas e o vento sussurrou-me que deveria eu também contar a história da minha vida através das memórias que as pedras guardam. Foi assim que procurei as que mais significado me traziam.
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__Segui o som do vento, que tanto me segredava, numa corrida cheia de ânimo e cor. Senti-me a Pocahontas!
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__De repente, quando eu estava já totalmente alheia da realidade, começou a chover tanto que o rio transbordou por cima de uma gruta pequena e acolhedora. Decidi mergulhar no rio e entrar nessa mesma gruta, para lá procurar pedras. Estranhamente, quando lá entrei, a gruta continuava seca...Parecia magia! Quando reparei bem nas pedras da gruta, o meu coração caíu-me aos pés!
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__Não era possível!
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__Ali viviam fadas tão pequeninas que as suas casas pareciam diamantes azuis e violeta. As fadas eram tão suaves como algodão mas tão poderosas como balas de canhão, pelo que não as podia ofender. Sem querer perturbar aquele milagre, vim embora e trouxe comigo um diamente.
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__Caminhava de volta a casa, sem ainda acreditar bem no que tinha acabado de presenciar, quando um pedaço de lua me caíu nas mãos. Era trazido por um belo pássaro de cauda grande, de tons vermelhos e pretos, cuja espécie não conheço. Foi o presente mais surreal que recebi!
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__Quando cheguei a casa, fiz um grande painel com as pedras que recebi. Era tão heterogéneo! Era sem dúvida como uma montagem das experiências da minha vida, tão cheia de cor e viagens utópicas repletas de magia!
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ANA SOFIA SERRENHO

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Colori palavras sem cor


__Numa felicidade louca eu caminhava na noite. Num silêncio que me fez escutar as maravilhas do presente passeio, reflecti sobre o mundo, abandonando os preconceitos e recusando os desgostos que nos proporcionam as palavras sem cor.
__O meu rosto perdeu-se na distracção, ficando apático naquela felicidade interior, inerte ao que me rodeava, escutando apenas o silêncio ambiente, fazendo dos assuntos da vida e da morte um sorriso, pelos pensamentos positivos aos quais eu me quis entregar.

(Inspirado no poema de Alexandre O'neill - "Há Palavras que nos Beijam")

ANA SOFIA SERRENHO

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Zoo



__Achei que devia ficar aqui gravado este momento, que me trouxe tanta alegria e tanta vontade de sonhar. No passado sábado vivi experiências magníficas, na companhia destas duas grandes meninas, a Joana e a Inês, passando um dia no jardim zoológico de Lisboa.

__Todos podiam lá dar um saltinho, o esforço das pessoas que lá trabalham e que conseguem fazer daquele espaço um sítio tão agradável merece o nosso contributo.

__Obrigada às meninas da foto, por me terem ajudado a conquistar o sorriso que percorre a alma até ao infinito!

Ana Sofia Serrenho