
Juliet Marillier, a conhecida autora da Trilogia de Sevenwaters, lançou no fim do passado ano mais um romance, “O Segredo de Cibele”.
A autora é conhecida como sendo a sucessora de Marion Zimmer Bradley e vive actualmente na Austrália, apesar de se deslocar frequentemente em grandes viagens que lhe servem de inspiração na escrita dos seus livros.
A N entrevistou por e-mail Juliet Marillier para saber um pouco mais sobre o seu mais recente livro, publicado e traduzido em português, a 23 de Novembro de 2008, pela editora Bertrand.
O livro tem a particularidade de ter como uma das personagens principais um pirata português, Duarte de Aguiar.
N: É possível estabelecer um paralelismo entre as sociedades descritas nas suas histórias e as sociedades actuais?
Juliet Marillier: Alguns aspectos são idênticos e outros diferentes, daí que seja tão interessante escrever histórias baseadas naquelas sociedades. O comportamento humano não se alterou muito desde essa altura, ainda que seja ligado por diferentes conjuntos de regras, dependentes de tempo e cultura. Pode ser um pouco frustrante fazer as personagens dos livros cumprirem aquelas regras sociais – por vezes, eu sou tentada a tornar as mulheres que eu crio, por exemplo, um pouco mais independentes do que elas devem ter sido nas suas culturas.
Muitos leitores contactaram-me a dizer que se identificavam com determinadas personagens dos meus livros e que a jornada dessa personagem os ajudou na sua própria jornada. Penso que isto é uma indicação de que apesar das características históricas nos livros, o paralelismo existe realmente.
As suas personagens são inspiradas em alguém da vida real?
Eu nunca crio personagens totalmente baseadas em indivíduos específicos da vida real, mas uso o que observo das características e comportamentos dos humanos em geral para criar personagens. A personagem de um livro pode ter atributos de muitos tipos diferentes de pessoas que eu observei ou li. Penso que todos os escritores de ficção fazem isto. Tento criar personagens possíveis de serem verdadeiras, mesmo que os parâmetros e as histórias dos romances sejam algo do fantástico.
Em relação ao último livro publicado em português, “O Segredo de Cibele”, em que género literário o inclui?
Eu não classifico os meus livros em géneros – isto é algo quase sempre feito pelas editoras e pelos livreiros por ser um rápido e conveniente meio de organizar os livros e de os vender ao público. “O Segredo de Cibele” contém elementos de vários géneros – Romance, aventura, mistério, fantasia e romance histórico.
Em “O Segredo de Cibele”, uma das personagens principais é Duarte de Aguiar, um pirata português com uma extraordinária força de vontade. Quem ou o quê serviu de inspiração a esta personagem?
Em parte, criei esta personagem como forma de gratidão aos meus leais leitores portugueses, cujo interesse no meu trabalho é bastante inspirador. Os membros de um fórum de fãs on-line ajudaram-me com o nome “Duarte de Aguiar” e com alguns diálogos em português no livro original. Eu gostei da ideia do carácter com defeitos e com motivos suspeitos, que no fundo é um esconderijo, revelando-se num herói.
O que a faz escrever sobre pessoas que viveram há milhares de anos atrás e a muitas milhas de distância? Tem alguma identificação pessoal com essas pessoas?
Eu adoro História, li-a e estudei-a durante anos. Normalmente tendo a usar temas que estão relacionados com a minha própria ascendência (países celtas), mas no caso de “O Segredo de Cibele” e de “Danças na Floresta”, expandi a minha aventura um pouco mais longe, para a Transilvânia e para a Turquia, de modo a incluir algumas diferenças, como elementos folclóricos.
As personagens dos meus livros são como pessoas reais para mim, tão reais como se eu estivesse a escrever uma história passada no presente, na Austrália. As qualidades humanas de fé, honra, coragem, amor, força não se alteram com o passar das gerações e, infelizmente, nem os seus defeitos, ciúmes, irritabilidade, covardia e por aí. Estes elementos constituem a parte real dos livros.
Adoro escrever o tipo de história que explora as relações e o desenvolvimento humano com uma fascinante história de fundo (com um pouco de elementos mágicos pelo meio).
http://revistan.org/2009/01/12/n-entrevista-juliet-marillier/
A autora é conhecida como sendo a sucessora de Marion Zimmer Bradley e vive actualmente na Austrália, apesar de se deslocar frequentemente em grandes viagens que lhe servem de inspiração na escrita dos seus livros.
A N entrevistou por e-mail Juliet Marillier para saber um pouco mais sobre o seu mais recente livro, publicado e traduzido em português, a 23 de Novembro de 2008, pela editora Bertrand.
O livro tem a particularidade de ter como uma das personagens principais um pirata português, Duarte de Aguiar.
N: É possível estabelecer um paralelismo entre as sociedades descritas nas suas histórias e as sociedades actuais?
Juliet Marillier: Alguns aspectos são idênticos e outros diferentes, daí que seja tão interessante escrever histórias baseadas naquelas sociedades. O comportamento humano não se alterou muito desde essa altura, ainda que seja ligado por diferentes conjuntos de regras, dependentes de tempo e cultura. Pode ser um pouco frustrante fazer as personagens dos livros cumprirem aquelas regras sociais – por vezes, eu sou tentada a tornar as mulheres que eu crio, por exemplo, um pouco mais independentes do que elas devem ter sido nas suas culturas.
Muitos leitores contactaram-me a dizer que se identificavam com determinadas personagens dos meus livros e que a jornada dessa personagem os ajudou na sua própria jornada. Penso que isto é uma indicação de que apesar das características históricas nos livros, o paralelismo existe realmente.
As suas personagens são inspiradas em alguém da vida real?
Eu nunca crio personagens totalmente baseadas em indivíduos específicos da vida real, mas uso o que observo das características e comportamentos dos humanos em geral para criar personagens. A personagem de um livro pode ter atributos de muitos tipos diferentes de pessoas que eu observei ou li. Penso que todos os escritores de ficção fazem isto. Tento criar personagens possíveis de serem verdadeiras, mesmo que os parâmetros e as histórias dos romances sejam algo do fantástico.
Em relação ao último livro publicado em português, “O Segredo de Cibele”, em que género literário o inclui?
Eu não classifico os meus livros em géneros – isto é algo quase sempre feito pelas editoras e pelos livreiros por ser um rápido e conveniente meio de organizar os livros e de os vender ao público. “O Segredo de Cibele” contém elementos de vários géneros – Romance, aventura, mistério, fantasia e romance histórico.
Em “O Segredo de Cibele”, uma das personagens principais é Duarte de Aguiar, um pirata português com uma extraordinária força de vontade. Quem ou o quê serviu de inspiração a esta personagem?
Em parte, criei esta personagem como forma de gratidão aos meus leais leitores portugueses, cujo interesse no meu trabalho é bastante inspirador. Os membros de um fórum de fãs on-line ajudaram-me com o nome “Duarte de Aguiar” e com alguns diálogos em português no livro original. Eu gostei da ideia do carácter com defeitos e com motivos suspeitos, que no fundo é um esconderijo, revelando-se num herói.
O que a faz escrever sobre pessoas que viveram há milhares de anos atrás e a muitas milhas de distância? Tem alguma identificação pessoal com essas pessoas?
Eu adoro História, li-a e estudei-a durante anos. Normalmente tendo a usar temas que estão relacionados com a minha própria ascendência (países celtas), mas no caso de “O Segredo de Cibele” e de “Danças na Floresta”, expandi a minha aventura um pouco mais longe, para a Transilvânia e para a Turquia, de modo a incluir algumas diferenças, como elementos folclóricos.
As personagens dos meus livros são como pessoas reais para mim, tão reais como se eu estivesse a escrever uma história passada no presente, na Austrália. As qualidades humanas de fé, honra, coragem, amor, força não se alteram com o passar das gerações e, infelizmente, nem os seus defeitos, ciúmes, irritabilidade, covardia e por aí. Estes elementos constituem a parte real dos livros.
Adoro escrever o tipo de história que explora as relações e o desenvolvimento humano com uma fascinante história de fundo (com um pouco de elementos mágicos pelo meio).
http://revistan.org/2009/01/12/n-entrevista-juliet-marillier/
SOFIA SERRENHO

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