segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Acordar


Julgava-me acordar de um sonho mau...

A manhã pareceu-me fria, tenebrosa, fruto da reviravolta de pensamentos negros que ainda mal me tinham abandonado.
Uma lágrima secava ainda no canto do meu olho, mas um palpitar ansioso despertava esperança, que por ser a mais resistente persistiu traiçoeira e até maldita.
No meu sonho um amigo caía do berço de carinhos e especulações fantásticas, onde um cobertor de boas memórias e vivências nos aconchegava de noite e de dia, ao som de gargalhadas melódicas.

.................................................Que dolorosa

................................................... queda tornou branca

....................................................... a noite e preto o sol!

....................................................... Tornou gélida a água

....................................................... e desenterrou calafrios

....................................................... que eu julgava esquecidos...

....................................................... Pedras alojaram-se no meu

....................................................... peito e esqueci-me

....................................................... como roubar e

.....................................................pintar sorrisos...

Foi o sonho mau que acordou para mim!

1 comentário:

Conceição Serrenho disse...

Na neve banca das montanhas as águas cristalinas desafiam voos sibilantes de pássaros. Os invernos dissipam-se em pequenas e prateadas résteas de sol. Lá, muito longe, a sombra do jacarandá espreita imponente a anunciar que a manhã exorbita de cores, sabores e melodias. Avistar o deserto é a miragem onde se espelham os encantos entorpecidos para reforçar a vontade indómita de prosseguir.....